sexta-feira, 13 de abril de 2012

Beijing

Beijing é uma cidade espetacular!
Quando começamos a dar o primeiro passeio pela cidade confesso que me assustei. Enormes avenidas com edificios ainda maiores de cada lado, onde a arquitectura ditaturial nos faz sentir pequeninos e sem qualquer poder de decisão. Talvez seja esse mesmo o objectivo destes edificios tão feios, e destas praças tão grande que parecem ter sido planeadas para elefantes em vez de Seres Humanos.
(esta foi a melhor fotografia que arranjei para dar a ideia)

Mas de repente viramos para as ruas paralelas, afastando-nos das avenidas principais, e entramos numa cidade-paralela. Aqui já toda a gente anda de mota e bicicleta, as ruas são estreitas, os edificios baixos, as pessoas mais pobres, as lojas mais alternativas, mas tudo é mais humano.



O sitio onde ficamos a dormir foi o que nos fez ter as melhores férias em Beijing. Escolhemos um 'boutique design hotel' no meio de um antigo slum. 

O "The Orchid" the 8 quartos, todos diferentes. São quartos modernos mas que  aproveitam a estrutura existente. Os pátios interiores são um máximo assim como a recepção/bar e o espaço do pequeno almoço. Quem nos atende é o dono do hotel. A historia é a seguinte: o dono é Canadiano e vive em Beijing há 8 anos. Fala chines fluentemente e é cozinheiro. Decidiu enveredar pela hotelaria porque ele e a mulher estavam sempre a receber visitas e não tinham onde as acomodar, decidiram então comprar um espaço perto de casa e construir o "The Orchid".
Os pequenos almoços então eram o melhor de tudo. Como é cozinheiro dá-nos a escolher uma série de pratos, cada um melhor que o anterior. Foi uma pena não termos conseguido la ficar para as 10 opção!
Quanto ao slum em si, é uma area com as caracteristicas que expliquei anteriormente, mas como está tdo a ser recuperado, não nos sentimos nem uma vez em perigo. As pessoas são muito simpáticas, são simples, as lojas variam entre o tipico mini-mercado onde os donos dormem num beliche no canto da loja, às lojas de chá e 'sombrinhas chinesas'.

Voltando ao turismo. Passamos dias e dias a passear pela cidade e claro que não podiamos ter falhado a Forbidden City (cidade proibida). A caminho passamos pelo 'The Egg, more formally known as the National Centre for the Performing Arts (NCPA)'.
(source: imagens da internet. no nosso caso a água estava congelada)


Chegados lá, ficamos um bocado decepcionados. Pergunto-me como é que aqui viveram tantas gerações quando todo o espaço é frio e lembra uma base militar. O melhor está sem duvida nos detalhes das coberturas: nas cores, no desenho, forma e volumes.


A seguir a isso vem o jardim. As primeiras plantas que se vê neste espaço imenso. Aqui as áreas são mais uma vez bastante mais pequenas e simpaticas. Consequentemente as pessoas tiram mais tempo para deambular e curiosamente pedir a ocidentais para tirar fotografias com eles. Foi pena nós não termos ficado com nenhuma cópia das fotografias tiradas com as crianças.
 

Os night markets são outro destino turistico de que infelizmente não achei grande graça. A comida é over-priced e a pior que comemos durante toda a nossa estadia. O mais engraçado diferente são mesmo os animais tipo escurpião pronto-a-ser-trincado!

O Olympic Park em contrapartida é um must-go! Principalmente para quem gosta de arquitectura moderna.

(the birds nest)

(Beijing National Aquatics Center)

Last but not least, we ended up going to the 798 District. Não foi fácil de encontrar visto que decidimos apanhar um autocarro (os autocarros para qualquer parte da cidade são 10cs por viagem). O problema é que temos de perceber sózinhos através de caracteres qual o autocarro apanhar e qual paragem sair. Mesmo com referencia do mapa não foi fácil, mas lá chegamos. 
O 798 Art District é um espaço grande de antigos armazéns (do genero das nossas docas) que estão agora a ser utilizados como lojas de artistas. Joalheria, pintura, escultura, estilismo, fotografia, etc várias artes todas reunidas num só espaço. Conclusão: O ambiente é mega, os cafés são todos fashion, as lojas girissimas e os preços altissimos.
E assim infelizmente acabou a nossa viagem á China, onde espero voltar em breve com os meus homens, mas desta vez na primavera ou outono, onde não se tenha de estar embrulhado em cachecois, gorros, casacões, botas, luvas e ainda assim conseguir passar frio!
Zàijiàn China!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Great Wall of China

Ni hao Beijing!
Quando acordamos no comboio ás 8 da manhã, já estávamos em Beijing, e com o bom tempo, aproveitamos logo para apanhar um taxi-for-the-day e seguir para a Muralha, não fosse o tempo piorar nos dias seguintes.

Claro que não apanhamos a muralha rodeada de verde como se apanha no verão e primavera, nem de tons prateados como se apanha no outono, mas também não a apanhamos coberta de neve como é costume no inverno.Em vez disso apanhamos a muralha n meio de terreno árido, com as árvores todas nuas e os ninhos dos pássaros todos descobertos.


Acredito que não seja nem por sombras a paisagem mais bonita que se pode apanhar nesta área, mas não deixou de ser uma experiência incrível. O dia estava especialmente frio, o que ao principio poderia ter chateado, mas nos primeiros 5 minutos a subir e descer escadas a temperatura já nos pareceu ideal.
Os detalhes da muralha são imensos e impressionantes. A grande muralha da china foi construida maioritariamente durante a dinastia Ming de 1368 - 1644. Como um enorme dragão, a muralha começava a Este de Hushang a Oeste e estende-se ao longo de Liaoning, Hebei, Beijing, Tianjin, Shanxi, Mongolia,Ningxia, Shaanxi, Gansu e Qighai até chegar a Este a Jianyuguan Pass. Ela atravessa desertos, grasslands, montanhas e planaltos, com cerca de 8 850 quilometros de comprimento.

Nós escolhemos fazer uma das partes que está mesmo perto de Beijing, mas não parte mais turistica. Acho que o ponto alto de termos vindo nesta altura foi ter apanhado a muralha completamente vazia. Eramos só nós os 5 mais os pais da Jacqui que estavam a visitar a cidade também. (fomos avisados que no verão é para esquecer, que quase não se vê muralha de tanta gente que aqui vem todos os dias).


Depois do dia todo muralha a cima muralha a baixo, voltamos então aos nossos taxis esfomeados e todos esafados.  Assim dormimos durante a viagem  de volta á cidade, onde fomos deixados no 'the orchid' e de onde não saimos mais naquele dia senão para ir ao restaurante mais próximo jantar!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Shanghai

Shanghai é a cidade mais populada da  People's Republic of China (PRC),  e a cidade mais densamente populada do mundo! Contudo, não tive nada essa percepção nos poucos dias que visitei a cidade.

Quando chegamos já era de noite, e digo: não há cidade mais iluminada que esta no mundo. É a cidade dos neons. A cidade parece um arco-íris de cores fluorescentes, estejam elas em pontes, edifícios modernos ou históricos, placards ou mesmo barcos. Este é um dos aspectos que apesar de não ser bonito, é fascinante á cerca de Shanghai.
Outro aspecto que achei interessante foi a construção europeia que se encontra junto ao rio. Enquanto de um lado a construção é toda moderna, com arranha-céus que tanto podiam estar aqui como poderiam estar nos Estados Unidos, Canadá ou Emirados (fotografia abaixo) , no outro lado do rio parece que estamos a passear em Paris. Talvez por já cá estar há mais tempo, o segundo lado é o mais movimentado, cheio de cafés, lojas, restaurantes e mercados. Este é sem duvida o lado mais giro de se conhecer, até porque tem uma panorâmica giríssima sobre o lado moderno.

(lado moderno)

(lado europeu)

Durante uma manhã inteira vagueamos horas e horas pelo mercado da cidade, que se estende por ras sem fim a vender comida óptima, e todo o tipo de outras coisas a preços ridículos (menos de $1). Comemos dumplings 'como se não houvesse amanha', passeamos pelos jardins, bebemos um café no topo do museu e presenciamos á troca mais peculiar que já alguma vez tinha visto.




 A troca que me refiro é a troca que está a acontecer nesta imagem abaixo. Centenas de habitantes vêm ao parque no domingo, com papeis onde têm escrito todas as características dos filhos e filhas, onde ficam a negociar os melhores parceiros para a vida destes mesmos. Apesar de se verem vários grupos a terem discussões possivelmente sobre quem-é-melhor-que-quem-e-a-fazer-o-quê, e de parecerem bastante confortareis com toda esta situação, também se vêm uma raparigas de cara triste, acompanhadas dos pais, conformadas com o que o destino lhes trará.


Mas em geral achei o povo chinês muito simpático e sorridente. Sempre disponíveis a tentar ajudar, apesar de não nos entenderem e nós não os entendermos a eles. A verdade é que meia dúzia de berros (por parte deles), vários esbracejares e alguns empurrões, lá chegámos sempre onde queríamos.


Pois é, acho que não fui muito clara quanto ao frio que se fazia na cidade em pelo Fevereiro - ESTAVA UM FRIO DE RACHAR!!!!




Recomendo mesmo uma passagem pelo café do museu. O café tem uma planta quadrada com um vazio no meio. As mesas junto á janela estão todas viradas para a cidade, de onde vemos uma vista espectacular. As mesas de dentro olham para um pequeno jardim, onde os mais corajosos passeiam em pleno inverno.


Ao acabar do dia, seguimos para a estação de comboio onde iríamos apanhar o comboio over-night, e acordar em Beijing. Só tenho coisas boas a dizer sobre esta viagem! As camas são óptimas, os bilhetes baratos, e como éramos muitos, ocupamos todo um compartimento!
Beijing vai ter de ficar para um próximo post...