quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Vacations in Jervis Bay


Todos sabem que um dos fascínios da Austrália são os animais que só existem nesta terra: kangurus, koalas, wombats, e pássaros de cores inimagináveis. Foi com o intuito de tentar ver estes animais ao vivo que fomos passar um fim de semana a Jervis Bay.

(O Duarte antes do cafe matinal nem consegue abrir os olhos!)
 
Dentro do Boudi National Park, em Jervis bay, fomos a um dos campsites, o Green Patch. Este camping e do mais bem equipado possível, com óptimas instalações, incluindo um cinema exterior, e e em frente a praia. Pelo facto de muita gente vir aqui, trazer comida, e alimentar os animais (contra as recomendações escritas por todo o lado) os animais aqui não vem as pessoas como uma ameaça, mas sim como uma fonte de comida fácil. No caso da foto acima eu nem tinha nada na mão, mas só pelo gesto o pássaro veio ter comido ver se havia alguma coisa que não estivesse a ver de longe!

Viemos também a perceber que este camping tem a sua família de kangurus residente, com um joey e tudo! Eles andam de um lado para o outro como se fosse a coisa mais normal do mundo!


Apesar de ainda ser inverno na altura que fomos, ja havia um bom sol, pelo menos o suficiente para aquecer bem. Ainda demos um passeio por esta praia enorme, praticamente vazia nesta altura do ano. Tivemos tambem a sorte de ver umas dorsais de golfinhos a passar em frente a praia!





No fim da nossa visita, passamos ainda por Cave Beach, onde já tínhamos fotografado uns kangurus num fim de semana anterior. Desta vez encontramos o acampamento pejado de wallabies escuros, este já bastante mais selvagens e menos habituados ao homem.
Na manha seguinte, fomos dar um passeio aos Botanic Gardens de Jervis Bay, onde a Mariana e eu ainda conseguimos ter umas lições de botânica da Mãe Rosarinho.
Depois de Cave Beach, voltamos ao Green Patch para ter um almoco a Australiana: barbecue.
Aqui, no entanto, já as coisas não correram assim tão bem. A medida que fomos preparando o almoço, os pássaros foram aparecendo, e foram ficando cada vez mais audazes: vinham para cima dos bancos, das bancadas, e quando demos por nos, para cima das nossas cabeças! O resultado e que tive de passara o resto do barbecue com um pau na mão a proteger a família dos ferozes pássaros! Pelo menos ainda apareceu um casal de kookaburra observar, alem da família de kangurus, que felizmente manteve uma distancia respeitável! Foi um pouco aterrorizador esta experiência!
No fim de tudo, acho que tivemos muito sucesso ao conseguir mostrar a minha mãezinha uma boa parte dos animais Australianos!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Na montanha com a tia Rosarinho

 O que eu mais gosto das Blue mountains é que são completamente diferentes num dia de sol ou num dia coberto. Pela primeira vez apanhamos as montanhas cobertas mas mais azuis que sempre.

 Outra coisa que também gostamos muito é que há dezenas de trekkings que se podem fazer! Desta vez estivemos em Leura e em Wentworth Falls a fazer um pequeno trekking de 1 hora.
 
 
 
 
 Como sempre foi um dia muito bem passado!
 As cataratas de Wentworth Falls.
 
 Como sempre foi um dia muito bem passado!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

The Hyde Park Barracks Museum

Foi preciso a minha sogra vir de Portugal para nós descobrirmos (descobriu ela) o museu mais giro de Sydney.
O Hyde Park Barracks foi construido em 1819 para albergar rapazes e homens convictos. Ele está no meio da cidade e foi desenhado pelo arquitecto (também ele convicto) Francis Greenway. 
Ao longos das várias salas foi-nos retratada a vida de muitos prisioneiros, as roupas que vestiam, comida que comiam, como é que passavam o tempo, e até como dormiam.
Ficamos a saber que cada um tinha 2 refeições por dia. O pequeno almoço era uma porridge e o jantar (ás 2 da tarde) era um género de uma jardineira. Todos os dias a mesma coisa. 
Os prisioneiros trabalhavam na cidade e faziam todo o tipo de trabalhos. Desde cultivar os terrenos até trabalhos de engenheiria. Se se portassem bem, ao domingo depois da missa podiam ir ao the Rocks (centro mesmo) jogar cartas e dançar.
Os aborígenes, que viviam entre eles, eram basicamente as alcoviteiras da cidade. Ouviam e viam tudo o que se passava à volta para depois poderem ir contar a quem interessasse.
Pelo museu havia muitas maquetas dos edifícios construidos na época, e havia também muitas imagens de como era a cidade no principio do século (espectacular!).


 
 
Só para terem noção.... o mapa em baixo mostra o edificado no principio do século. Agora, o sitio onde vivemos nem aparece no mapa. A  cidade cresceu exponencialmente.
 Entretanto lá para 1940's os habitantes da cidade decidiram que não queria mais receber barcos com criminosos, e mandaram os barcos para a Tasmânia. Diziam que os criminosos davam mau ar e má fama à sociedade australiana.... (?!?! não vieram todos dessa maneira para cá?!) oh bem... aparentemente há uns melhores que outros.
 
 E por acaso há mesmo. Numa das salas do museu podemos ler de que eram todos convictos. Uns tinham roubado uma maçã (7 anos de prisão), outros roubado um pão (14 anos de prisão), outros tinham falsificado documentos (prisão perpétua), outros eram carteiristas (prisão perpétua), outros eram serial killers (prisão perpétua - ao menos neste acertaram) e por fim, muitos outros rapazes não tinham feito absolutamente nada mas como andavam a vaguear sem pais à volta, eram enfiados destro dos barcos e mandados para cá.
 
 

Felizmente ao longo dos anos foram criados vários tipos de perdões. Desde os que podiam viver como qualquer outro cidadão tendo só de reportar á policia a cada 2 meses, até aos que ficavam livres de voltar para inglaterra (coisa que duvido, e que talvez nunca ninguem tenha feito).
Como já passou um mês desde que lá fomos já me esqueci de muitas historias, mas se me lembrar venho cá posta-las. Entretanto se alguém cá vier, fica a dica de que vale mesmo a pena ir a este museu!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Graduation

Muitos posts faltam escrever aqui pelo meio, mas com a visita da família toda, o Duarte e mais o ter de acabar a tese até ao ultimo dia de Agosto, ficou tudo muito apertado...
Fica então aqui a confirmação de que no dia 31 de Agosto acabei o mestrado em Sustainable Development na University of New South Wales.
Gostei muito mais de fazer o mestrado do que tirar a licenciatura durante 5 anos no Instituto Superior Técnico. Claro que é difícil comparar...
- Num eu tinha 18 anos, no outro 26 anos
- Num foram 5 anos, no outro 2 anos
- Num foi as aulas eram dadas em como informativo/comunicativo, no outro em modo interativo e participativo
- Num os professores não se punham em questão tendo um lugar num pedestal, no outro apesar dos professores serem do MIT eram tão válidos como qualquer aluno

Estas são apenas algumas de muitas diferenças entre os cursos e faculdades. E claro que o primeiro foi sempre no IST, e o segundo sempre na UNSW.
Infelizmente não consegui participar na festa de graduação pois o Duarte era recém nascido, e eu ainda não tinha entregue a tese.
Ficou por fazer então a festa com chapéus atirados ao ar e diploma na mão que posso vir a fazer em Março que vem!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Whale Watching

 No primeiro fim-de-semana que a Tia Rosarinho chegou, aproveitamos o sol e as passagens que os meus pais nos ofereceram para irmos ver as baleias. Fomos para o centro da cidade onde o Duarte ficou a passear com a avó (mais uma vez... muito obrigada!!) e depois de algumas fotografias e uma breve explicação de onde seria giro darem umas voltas, o Pedro e eu fomos para o jetboat!


 
 
O barco apanhava-se mesmo alí em frente à opera house, em circular Quay. Era tão rápido que em 20 minutos estávamos fora da baía, em pleno oceano pacifico.
Sorte das sortes, não havia uma briza e o mar estava chão! Assim, conseguimos aquecer ao sol apesar de ser inverno, e passar umas boas 2 horas a ver baleias vir respirar ao de cima.
Basicamente o que acontece é: as baleias estão a migrar da antártica para Queesland e depois voltam. Elas andam em grupos de 2 a 5 baleias, e os grupos estão distanciados de cerca de 2kms entre eles. Assim é fácil de encontra-las. O que facilita mais ainda é que as baleias ficam no máximo 20minutos debaixo de agua, e quando vêm apanhar ar vêm três vezes acima em cerca de 1 minuto seguido de um mergulho profundo, que é quando vemos o rabo cá fora.
 
 
 
 
 
Por lei os barcos têm de estar a mais de 100 metros das baleias para não interferirem com elas. Como eu não sabia não levei as lentes maiores da maquina fotográfica. Mas acontece que de repente, as baleias mudaram um bocado o rumo e apareceram a menos de 10 metros de nós! Foi espectacular de ver e deu mesmo para perceber o grandes que são!
A parte pior foi que ficamos a saber que já houve bastantes colisões delas em barcos nestes últimos anos... MEDO!
 
 
Infelizmente nenhum macho se estava a exibir, então não conseguimos ve-los a fazer 'full breach' como já por várias vezes vimos da costa de Bondi e de parques naturais.
Quando estávamos a voltar tivemos ainda o privilegio de andar pelo meio de uns trimarãns gigantes que estavam na baía! Os ORMA60.
Muito giro o programa e aconselhamos vivamente!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Today - Bondi Beach

Um grupo de golfinhos ás 7 da manhã a apanhar as melhores ondas!
Fica por descobrir se os surfistas estavam a remar para apanhar a onda, ou a remar para fugir dos golfinhos!
Missing surfing...

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Watching Rugby, like a boss

A vantagem de estar numa empresa com pouca gente é que alguns "Executive perks" que os patrões têm de vez em quando escorrem cá para baixo quando eles estão indisponíveis.
E assim aconteceu há três semanas: uma empresa que quer fazer negócios connosco convidou o patrão para ir ver o rugby: os Wallabies contra os Springbocks (Australia vs Africa do Sul).
Visto ele não puder marcar presença, a escolha caiu em mim.
Assim sendo, ligaram para combinar tudo, saber todos os detalhes, horas e moradas.
Mandaram-me por correio a camisola oficial dos Wallabies com o itinerário para o dia.
No dia do jogo, vesti-me a rigor, e à noite vieram apanhar-me a casa: um Audi A8 com condutor só para mim.
(Não, o Duarte não veio, e ninguém me viu fazer esta cara em público!)
Ao chegar ao estádio fui indicado a subir a uma dos salões do estádio onde estavam os meus anfitriões a espera, numa mesa cheia de CEO's de outras empresas com que tinham negócios (além de milhares outros convidados noutras mesas).
Serviram o jantar ao mesmo tempo que algumas antigas glórias do rugby faziam a antevisão do jogo e do estado das duas equipas.
Depois do belíssimo jantar, lá nos incitaram a preencher os nossos lugares para ver o jogo.
O ANZ Stadium é de facto impressionante, com 83,500 lugares cobertos impressiona como poucos. Mesmo num jogo semi-amigável (o Tri-Nations Cup), estava cerca de 3/4 cheio.
Quando as equipas entraram, sem dúvida impressionaram pelo físico e agilidade com que se mexiam.
No decorrer do jogo, os Australianos mostraram o seu poderio, e acabaram por ganhar 39-20 com dois ensaios em cada parte, contra dois dos sul-africanos.
Vários dos convidados me perguntaram se eu era um grande fã de rugby, ao qual eu, não sem certa vergonha, respondi que nunca segui um jogo do principio ao fim.
Depois do jogo ainda houve tempo para mais um pouco de sobremesa e pratos de queijo, por entre conversa com os outros convidados.
Ao ver que um grupo dos convidados se preparava para sair, aproveitei para sair também, apanhando novamente o chaufuer de volta.
Ficou a ideia que foi uma óptima experiência, que nunca imaginei passar nestes moldes. Ver duas equipas de topo ajuda muito a apreciar o jogo, e a somar a todo o esquema VIP também não atrapalha muito!