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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Canberra and Batmans Bay

Domingo de pascoa e levantamo-nos para encarar um dia cheio de sol e céu azul, completamente limpo! Mudaram as horas e em vez de serem 8.30 ainda são 7.30 da manhã. Em que é que isso influencia o nosso dia? Nada! Continuamos a ter de cozinhar antes de ficar completamente escuro, se queremos ver o que comemos, e tomar banho antes também, se não queremos morrer de hipotermia. Basicamente o que acontecia ás 7pm, acontece agora ás 6pm. Estamo-nos a tornar uns verdadeiros Australianos.

Saimos directos para o War Memorial e ficamos surpreendidos com a cidade que atravessamos. Agora, com o ceu azul e o sol a brilhar, a cidade jardim sobressai e concluimos que tem bastante encanto. As casas escondidas atrás das manchas verdes das árvores têm óptimo aspecto, a relva está aparada e as ruas limpissimas (talvez se deva ao facto de não existir gente a povoa-la), os separadores centrais têm mais de 10m de largura, as ruas têm todas algum marco bem visivel e moderno no inicio e no fim da mesma,... podia ficas aqui horas a descrever uma cidade que parece estar ainda em papel, cheia de conceitos, mas ainda sem habitantes.

Chegamos ao War Memorial. Como tudo o resto está ainda em trabalhos finais. O edificio é vistoso e aparenta ser um forte de pedra cinza clara e tons de cor de rosa. Os jardins estão preocupadamente arranjados, certamente por um arquitecto paisagista, cheios de elementos que nos levam atrás na História (curta história) dos Australianos na guerra do Vietnam, 1ª guerra mundial, 2ª guerra mundial em França, Pacifico, Japão, ... até por uma estátua em memória dos animais mortos na guerra passamos, o que foi bastante impressionante.

Perdemo-nos por ali uns bons pares de minutos, até decidirmos ir até ao rio. Este parecia um enorme lago artificial, com tudo perfeito à volta, meia duzia de familias a passear de bicicleta e pouco mais. Afundados em Montanhas verdes, sabe bem ficar a olhar para este Urban Space sem prédios só com o parlamento á nossa frente. Passeamos e partimos.

A hora e meia de caminho entre Camberra e Batmans Bay fizeram-se num pulinho. Quando chegamos a esta pequena vila que de vila não tem nada, ainda tinhamos a tarde toda pela frente. A vila tem tudo. E quando digo tudo é tudo mesmo, e melhor ainda, tudo aberto neste feriado santo. Toda a rua principal desenvolve-se sobre a baía e está repleta de restaurantes e lojas, assim como gente a pescar. Com uns Goggles comprados para próximas oportunidades de snorkling, tentámos procurar alguma praia para dar uns mergulhos. Com insatisfação apercebemo-nos que não se encontra nada de muito extraordinário por estas bandas, e que já não podemos ver indianos á frente! (?!) Numa destas tentativas de encontrar a praia ideal encontramos relvados (com indianos) e com kangurus que se esperneavam a 3 metros de nós. Ao ver uma mulher atirar uma bola cor de laranja e ver este animal ir bsca-la, fiquei certa de que se tratava de um cão. Mas não, estes kangurus também “vão buscar a bola de tenis”. (?!)

O Pedro atira-se para o volante e decide que vamos para uma terra qualquer de nome Durras. A terra tinha só 6 casas mas umas praias lindas de morrer. Como dalí se viam muitas parecidas, fomos de novo para o carro e subimos para North Durras, onde estamos num camping excelente, por meia duzia de dolares, em frente a uma praia de sonho. Em frente mesmo, a cerca de 10 metros da nossa carrinha está o extenso areal!

Gostavamos de ter passado este dia em familia, como sempre o fizemos, e sendo assim tivemos um dia muito saudoso... Boa Páscoa!

domingo, 4 de abril de 2010

Ulladulla and Canberra

O dia amanheceu molhado, tinha estado a chover de noite, e não prometia ficar quente muito tempo. Arrumamos a “casa” e vamos para a praia tomar o pequeno almoço. Ao mesmo tempo somos informados de que estão ondas muito boas numa praia “do outro lado do campo de golf”. Chegamos e os homens fazem-se ao mar. Eu e a Leonor ficamos por terra, entre sol e chuva, entre estudos e fotografias.

“Está ali alguém ao pé das rochas Leonor... olha, é o Pedro (Vozone está claro)” Decido que sempre se safou de todas, e que não vale a pena ficar preocupada. O Pedro chega vivo a terra e diz que levou uma sova.. pois! Nós bem que vimos! Despacha-te a vestir e vamos dar uma volta!

Decidimos rumar 200kms para o interior, o Estado de Australian Capital Territory, e finalmente conhecer a famosa capital. Camberra!

Os 200kms fazem-se em 3 horas. O percurso envolve vários kms em floresta, montanha e vale, e alguns kilometros em autoestrada. “Pedro, está uma linha de comboio a passar aqui no meio” “não deve passar agora senão ouvia-se qualquer coisa...”. uns kms mais á frente... “olha uma rotunda” e outra e outra. Atravessamos vilas pelo centro, quer dizer... a autoestrada atravessava. Estacionamos á berma de uma delas para piquenicar. Parecia uma vila de terceira idade, simpática, a desenvolver-se à volta da auto-estrada. Apanhamos sinais de transito pelo meio, e cruzamo-nos ainda por vários animais roedores mortos pelo caminho.

A chegada à capital faz-se despercebidamente. A cidade é um jardim enorme cheio de árvores, com algumas casas pelo meio. Há! E Rotundas claro... parece uma cidade fantasma, mas como estamos em férias, passamos por alguns indianos de vez em quando. Trocamos umas impressões com a senhora do Visit centre, que ainda nos vende bilhetes a preço reduzidissimo para a exposição mais badalada do país. Masterpieces from Paris.

Tenho de fazer uma pequena introdução a esta cidade antes de prosseguir. A cidade foi criada de raiz, em 1913. A ideia era criar a capital do país, mas tinha de ser entre Sydney e Melbourne. Para planear a cidade, lançou-se um concurso público internacional, em que o projecto que ganhou se baseava no já conhecido conceito “cidade jardim”. Como já referi a população não é muita, e a que existe anda escondida. Talvez dentro das árvores.

Estamos no parlamento e tentamos ver o mais que podemos no curto espaço de tempo que nos deram (chegamos perto do feixo). O edificio está no topo da colina e é um templo. Vimos exposições, salas, jardins interiores, quadros dos anteriores governadores e pouco mais. Apesar de arranjado, o encanto está todo no exterior. Nos relvados que trepam pelas paredes inclinadas do edificio, nos lagos da entrada, e nas vistas sobre a cidade que está mergulhada entre montanhas.

Seguimos para a Black Montain para ver a cidade de fora, mas devido ao enorme numero de arvores em frente dos miradouros, a tarefa tornou-se impossivel de realizar.

Acabamos o dia, já escuro, na exposição .... Quadros dos mais famosos pintores do mundo vieram directamente de Paris, para ilustrar as paredes do National Gallery of Australia. Cézanne, Picasso, Gauguin, Van gough, Monet, vieram conhecer Camberra, e encher as salas deste espaço com Pointillism, Neo-Impressionism, Synthetism, Symbolism, School of Pont-Aven, Cloisonnism, the Nabis and Intimism, e claro, Gente! A galeria provavelmente nunca deve ter reunido tanta gente como hoje à noite, onde tivemos de acotovelar uns tantos para poder ver a "nuit Etoilee"!

Fizemos jantar na carrinha. Descobrimos no camping um spot para ligarmos a carrinha á electricidade, apesar de não ter sido esse o negócios que fizemos à entrada. O frio voltou e gela-me os ossos todos. Amanha seguimos para destino incerto, mas certamente de volta ao mar onde ansiamos pela volta do sol que hoje pouco apareceu!