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sábado, 23 de agosto de 2014

what do I do all day??

Muitas vezes familia e amigos telefonam e lá vem a pergunta de sempre: Então, já estás a trabalhar??? Para depois ficarem num silencio mudo que apenas transmite desaprovação.

Eu vou explicar o que se passa na nossa vida. Na minha vida.

Nós acordamos por volta das 6.30am. Depois de nos levantarmos 2 vezes a meia da noite para alimentar a criança. O Pedro sai para o ginásio, e eu entre tentar adormecer mais um bocado ou entreter os já acordados, fico de pijama até ás 7.30am. A essa hora o Pedro chega e vestimo-nos todos (tarefa que demora 30 minutos no mínimo). Tomamos o pequeno almoço. O Pedro vai para o trabalho. Eu faço almoço para os miúdos e lavo tudo logo de seguida. Antes de sairmos de casa vejo e respondo a emails de trabalho, assim como tento angariar mais trabalho (mas que trabalho?!??! esperem lá que já lá vou). Saiu de casa, arrasto miúdos escadas abaixo. Às vezes de bom humor, às vezes de humor de cão, e de repente são 10 da manhã. Vamos para o parque/praia/passear se estiver sol. Ali ficamos até às 12pm onde lhes dou o almoço que preparei de manhã. Se estiver a chover aproveitamos para ir às compras da semana e despachar logo isso. Eu e eles. Tão bom e fácil quando estão bonzinhos. Tanta dor de cabeça quando estão mauzinhos. Voltamos para casa onde mudo fraldas/levo ao potty, arranjo biberões e deito-os para a sesta. Volto para a cozinha para preparar almoço para mim e para o Pedro que vem todos os dias almoçar. Ele chega e almoçamos. Ele sai e depois de lavar a cozinha toda, começo a trabalhar ao computador. Tenho feito muitos trabalhos de freelance, ao mesmo tempo que tento arranjar 5 minutos para enviar CVs para empresas maiores. Sim tenho feito bom dinheiro com freelance nos últimos 3 meses (quando comecei). Mas gostava de arranjar trabalho numa empresa local para ganhar ainda mais experiência, para não ter de estar sempre há procura de clientes, e para poder ter algum tempo para mim. Longe de crianças,  estendais e esfregonas por umas horas. O primeiro acorda. O segundo acorda logo a seguir. Dou lanches e saímos de casa. Lá vamos nós para a rua, passear, ao parque ou à praia. Se o dia continuar mau, pegamos em galochas e guarda chuvas e vamos para o campo de golf que temos à porta de casa saltar nas poças (esta semana tivemos 2 tardes assim). Por volta das 5.30 voltamos para casa. Enquanto preparo jantar o Pedro chega. Brinca com eles, ou dá-lhes banho, ou faz o jantar. Revezamos estas 3 tarefas. Jantamos todos às 6.30/7h (!!!). Deitamos um. E por voltas das 8 e pouco deitamos o outro. Depois limpamos a casa e a cozinha, e volto para o computador para trabalhar cerca de mais 2 horas. Depois é a nossa vez de tomar banho e ir para a cama.

Um vai 2 vezes por semana à escola. O outro vai só 1 dia. Aqui paga-se ao dia, e à tantas crianças que raramente se conseguem varias vagas. De qualquer das maneiras são $140 ao dia e eles nunca iriam todos os dias. 
Nos dias que só tenho 1, ou nenhum, vou beber café com o Pedro perto do escritório dele (a 2kms aqui de casa) e depois trato de burocracias, algumas compras, e tenho reuniões com clientes. Reuniões, apresentações de projectos, etc. Ou então trabalho. Faço Renovações, Design de LOGOs e Websites, Community Development Strategies etc.

Atenção que eu não me estou a queixar. Estou apenas a relatar o que são a maior parte dos meus dias. Estes dias que parecem tão complicados no papel, na verdade correm lindamente. É a nossa realidade. Diferente da que tínhamos em Portugal, mas não a consideramos pior. Apenas diferente. E o que estou a dizer com isto queridos amigos e família, è que não só tenho trabalho, como tenho 4 trabalhos.

  • Sou empregada doméstica 2 horas por dia.
  • Cozinheira 3 vezes por dia.
  • Mãe/babysitter. Tenho o privilégio de ver os meus filhos crescer todos os dias. De estar lá quando gatinham pela primeira vez, quando dão o primeiro passo, ou quando estão tristes. Tenho a sorte de viver numa cidade incrível que tem maioritariamente bom tempo, onde estou a 2 passos de um parque, a 10 minutos a pé de uma praia, e onde tenho a  baia para eles andarem de trotinete durante horas. De ter amigas Australianas com filhos com quem me encontro quase todos os dias. De poder levar os meus filhos no verão quase todos os dias à praia. Tenho o privilegio de poder comprar comida saudável e cozinhá-la para os meus filhos, que adoram e até me pedem a meio do dia 'can I have um copo sopa boa mummy?'. Tenho por fim a sorte de fazer parte da vida dos meus filhos e de ter um marido que ajuda em tudo o que pode. Um real Hands On father.
  • E sou Arquitecta e Designer cerca de 4 horas por dia. Ás vezes mais. Por vezes menos.


Estejam descansados que gostamos muito da nossa vida....  vida onde fazemos tudo em família, e onde somos super mimados pelos amigos que adoram ajudar com os miúdos ao fim-de-semana, e até fazer babysitting para nos darem umas 'date-nights'. E de momento.... somos muito felizes!


sábado, 21 de setembro de 2013

Trabalho

Trabalho.... como muitos sabem eu mudei um bocadinho de área quando vim para Sydney. Fui estudar um Mestrado em Sustainable Development, que apesar de muito ter a ver com cidade e o construído, tem ainda mais a ver com as pessoas e sociedade que a constroem e habitam.
Neste ultimo ano tenho tentado arranjar trabalho, em part-time, em Social Sustainability, mas sempre com respostas de volta  a dizer que apesar de ter muito boa experiência académica, me faltava experiência profissional, local. 

O mês passado, vinda de fresco de Portugal, baterias carregadas, decidi insistir com uma empresa NGO com quem já tinha tentado ficar, mas visto o departamento de 'Housing and Community' ainda estar a começar, não sabiam o que me dizer. Voltei à carga, enviei email à responsável pelo departamento, e na mesma tarde me pôs em contacto com a Sustainable Communities Manager. Tive entrevista no dia seguinte, que correu lindamente, e comecei assim o meu INTERNSHIP na semana seguinte, onde trabalho junto com a manager em Community Development and Engagement Strategy.

O escritório é optimo, as pessoas (quase todas Inglesas e Irlandesas) são porreirissimas, e o espaço muito simpático. O mais engraçado de tudo foi a minha supervisora ter tido um percurso semelhante ao meu, e no inicio dos 30 ter mudado radicalmente de áreas, de Artes para Social Sustainability. 

Vou começar agora a minha 4ª semana de trabalho e não podia estar mais feliz! Ás vezes é preciso dar 1 passo para trás, para se dar 2 para a frente. De volta ao ponto dos estágios, mas feliz e concretizada!


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Dias de Trabalho

Já passaram quase 2 semanas em que não demos notícias quase nenhumas. Não foi por desleixo ou falta do que fazer, mas muito pelo contrário. Muito trabalho.

Eu tenho a sorte de poder passar os dias com o meu filho, de ir ao parque com amigas, de ir beber cafés, passear na praia, e ver o meu filho crescer todos os dias... e ao mesmo tempo, fazer trabalhos que me dão gozo e me deixam evoluir de alguma maneira na minha carreira. Assim sendo aproveitei estas semanas para aceitar umas propostas de trabalho que me caíram em cima, e agora tenho todos os minutos dos meus dias preenchidos pelos próximos tempos.

Primeiro estive a fazer um concurso de arquitectura com/para um atelier que tem projectos bastante engraçados aqui em Sydney. Não foram muitos dias pois a entrega já estava próxima, mas conseguimos em  4 dias ir da ideia aos painéis, com muitas horas de trabalho e muita boa disposição. Agora é esperar para saber o resultado.

Depois aceitei fazer um trabalho como Sustainability Consultant para uma empresa que está a desenvolver áreas comerciais e residenciais e quer implementar um sistema de trigeração para se auto-fornecer electricidade, aquecimento de água e ar condicionado. Ainda vou a meia da proposta e business model mas está a correr bem.

Aceitei também ficar a fazer babysitting à filha de uns amigos que foram para a India e precisavam que alguem fica-se com ela uns dias. Ela tem a idade (1 semana de diferença) do Duarte e não dorme cá em casa, mas passa passa usn dias inteiros connosco, o que nós adoramos! Eles entretidos um com o outro, e eu com menos trabalho haha

Por fim estou a fazer uma longa tradução para português de uns documentos de e-learning. São mais de 100 páginas e os deadlines são curtos, o que significa que tenho de andar com o portátil atrás, mesmo que vamos acampar (o que aconteceu este fim-de-semana passado, e á-de acontecer para o próximo). Os documentos são muitíssimo interessantes porque é um assunto que eu adoro, e tenho ainda a sorte de estar  'tirar um curso' ao mesmo tempo, sem estar a pagar por isso (mas sim a receber)!

Com isto tive de fazer um ABN (Australian Business Number). Um assunto do qual secalhar a população portuguesa e brasileira que vive aqui na Australia, estão interessados em saber... 

Porquê um ABN e não um TFN?
Basicamente, um TFN (tax file number) é usado quando se está a trabalhar à conta de outros. O ABN por sua vez é usado quando se quer criar uma empresa, ou quando se presta serviços a uma empresa. É portanto uma espécie de recibos verdes. É importante saber que é sempre preciso um TFN antes de se fazer um ABN!


Tudo o resto é uma grandíssima confusão! Aconselho portanto a darem uma olhadela -----> Aqui, antes de fazer seja o que for... e se possivel pedirem conselho profissional.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Watching Rugby, like a boss

A vantagem de estar numa empresa com pouca gente é que alguns "Executive perks" que os patrões têm de vez em quando escorrem cá para baixo quando eles estão indisponíveis.
E assim aconteceu há três semanas: uma empresa que quer fazer negócios connosco convidou o patrão para ir ver o rugby: os Wallabies contra os Springbocks (Australia vs Africa do Sul).
Visto ele não puder marcar presença, a escolha caiu em mim.
Assim sendo, ligaram para combinar tudo, saber todos os detalhes, horas e moradas.
Mandaram-me por correio a camisola oficial dos Wallabies com o itinerário para o dia.
No dia do jogo, vesti-me a rigor, e à noite vieram apanhar-me a casa: um Audi A8 com condutor só para mim.
(Não, o Duarte não veio, e ninguém me viu fazer esta cara em público!)
Ao chegar ao estádio fui indicado a subir a uma dos salões do estádio onde estavam os meus anfitriões a espera, numa mesa cheia de CEO's de outras empresas com que tinham negócios (além de milhares outros convidados noutras mesas).
Serviram o jantar ao mesmo tempo que algumas antigas glórias do rugby faziam a antevisão do jogo e do estado das duas equipas.
Depois do belíssimo jantar, lá nos incitaram a preencher os nossos lugares para ver o jogo.
O ANZ Stadium é de facto impressionante, com 83,500 lugares cobertos impressiona como poucos. Mesmo num jogo semi-amigável (o Tri-Nations Cup), estava cerca de 3/4 cheio.
Quando as equipas entraram, sem dúvida impressionaram pelo físico e agilidade com que se mexiam.
No decorrer do jogo, os Australianos mostraram o seu poderio, e acabaram por ganhar 39-20 com dois ensaios em cada parte, contra dois dos sul-africanos.
Vários dos convidados me perguntaram se eu era um grande fã de rugby, ao qual eu, não sem certa vergonha, respondi que nunca segui um jogo do principio ao fim.
Depois do jogo ainda houve tempo para mais um pouco de sobremesa e pratos de queijo, por entre conversa com os outros convidados.
Ao ver que um grupo dos convidados se preparava para sair, aproveitei para sair também, apanhando novamente o chaufuer de volta.
Ficou a ideia que foi uma óptima experiência, que nunca imaginei passar nestes moldes. Ver duas equipas de topo ajuda muito a apreciar o jogo, e a somar a todo o esquema VIP também não atrapalha muito!

domingo, 31 de janeiro de 2010

Trip to the Outback

This last week I had another work engagement, my second trip on the new job.
I ended up flying a bit north to go scope up a site that we are thinking of buying off another developer.
I drove around for a couple of days with the developer, looking at the site and talking to landowners, and of course, taking pictures.
At the end of the third day, I had to drive down for four hours to the next site. Halfway down, a cyclone was coming south from Queensland, and had slowed to a tropical storm, which resulted in heavy rain and a few close thunders.
Throughout the four hours drive, the scenery kept on changing from rolling hills,with rain and thunder, to long stretching plains under the sun.
On the final stretch before reaching my destination, the GPS told me to veer off to a dirt road. Halfway through, I passed a sign saying "Only drive in dry weather". Great, how about the giant storm that I running from?!
The road ended up winding through a National Park, dimly lit with the dusk, and huge stretches with roads 2.5m wide with a speed limit of 100Km/h.
(This town's claim to fame is a black tree stump!)
When it was time to come back to Sydney, I still had a change to do a typical "Vozone" or "oops moment", whichever you prefer. As the GPS once again sent me out to a dirt road, I noticed that my gas level was a bit low, but I was quite confident that it would get me to the next petrol station. At each passing minute, the road just got worst and less drived on. At a certain point, I was opening and closing gates surrounded by cows. By now I was getting a bit worried as the fuel was really running low, and the GPS decided it wanted to play a trick on me. As I drove through another gate, into a field with no track whatsoever, the road on the GOS disappeared completely.
Perplexed, I turned the car around to try to find where I was, and sure enough, I found it. The catch was that it was sending me back from where I had come. By now my fuel was on the reserve, and I was in a pit of despair. No gas, no cell-phone coverage, and a storm coming up behind me!! As I came back to a house I had passed, I decided to try my luck and knock on the door. No-one there. So I decided to kick up the MacGuyver in me and I found a hose and a jerry-can, and got to sucking some diesel out of a tractor on this person's property. Don't worry, I left a note and $20 that more than paid for the gas.
As I continued to follow the GPS, I came to a point where I had turned left, and this time it was sending me to the right. Turns out I was less than 5 minutes away from a tarred road! Stressful times! But I made it!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Energy Efficiency

Como devem saber, sou grande preponente da Eficiência Energética. Um dos meus princípios é que tudo que não tem de ser gasto, não deve ser gasto, e é com essa linha de pensamento que trabalho na área em que trabalho.
o que isto tem a ver com seja o que for? Eu conto-vos
Comecei 2ª que passou no meu novo emprego, deixando a anterior experiência para trás.
Existem várias vantagens deste novo emprego. É uma empresa Australiana que esta a começar a desenvolver parques eólicos, que vende painéis solares e monta sistemas solares, além de também ter vários projectos a ver com Eficiência Energética.
E o que isto tem a ver com a introdução? Eu conto-vos: O escritório é aqui ao lado, literalmente. São menos de 500m de caminho que tenho de fazer todos os dias, e obviamente faço-o de bicicleta.


A eficiência energética tem a ver com a vida que agora vivo: vivo, trabalho, faço as compras da casa, e ando à vela no mesmo bairro, demorando menos de 2 min para fazer cada um dos trajectos. Gasto assim ridiculamente menos energia que algum vez gastei na vida, e a qualidade de vida reflecte-se muito! Basta dar uma olhada ao video e percebe-se bem!